
O acordo abre caminho para que cada Defensoria Pública nos estados firme parcerias (chamadas de Acordos de Cooperação Técnica – ACTs) com o INSS. Na prática, isso vai permitir que as instituições trabalhem juntas para resolver, de forma mais rápida e organizada, os casos de descontos errados feitos nos benefícios de aposentados e pensionistas entre março de 2020 e março de 2025.
Segundo dados do próprio INSS, milhares de aposentados foram vítimas de descontos de mensalidades associativas sem autorização, prática que foi suspensa judicialmente após a decisão na ADPF 1236. Com o novo protocolo, estima-se que as contestações pendentes sejam resolvidas de forma mais ágil, evitando que beneficiários precisem arcar com longos processos judiciais.

O protocolo também prevê que a Defensoria atue na defesa dos segurados em situações mais complexas, como nos casos de falsidade documental ou vício de consentimento, quando o desconto foi feito sem autorização. Para tornar essa atuação mais eficiente, o acordo estabelece mecanismos para acelerar a devolução dos valores cobrados indevidamente e prevê reuniões técnicas e ações conjuntas entre as instituições, garantindo uma troca de informações rápida, segura e coordenada.
A AGU vai atuar como parceira nesse processo, oferecendo apoio jurídico e ajudando a mediar as discussões entre as instituições. Ela também vai garantir que tudo seja feito de acordo com o que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 1236, especialmente no que diz respeito à troca de informações necessárias para defender os aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos e ainda não receberam o dinheiro de volta.
O Protocolo de Intenções terá vigência inicial de 60 meses, prorrogável por aditivo, e será publicado no Diário Oficial da União. O Condege iniciará imediatamente o processo de articulação com todas as Defensorias Públicas Estaduais para a assinatura dos ACTs e dará ampla publicidade ao acordo em seus canais oficiais.
Texto: Assessoria Condege
Fotos: Marcelo Les (DPE-TO)